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Credores apoiaram Angola devido aos passos credíveis do Governo – Consultora

A Consultora NKC African Economics considerou hoje que o Governo de Angola deu "passos credíveis" para reformar o país e garantir a sustentabilidade da recuperação económica, merecendo o apoio dos credores na reestruturação da dívida.

“Os passos credíveis que o Governo deu nas reformas melhoraram as hipóteses de uma recuperação económica sustentável e isso justifica o apoio que os credores deram às autoridades”, escreve a analista Irmgard Erasmus num comentário à aprovação pelo Fundo Monetário Internacional da terceira revisão ao programa e ao aumento do montante da ajuda financeira a Angola, enviado aos clientes, e a que a Lusa teve acesso.

O conselho de administração do FMI aprovou na semana passada o pedido de Angola para o aumento da assistência financeira, desembolsando de imediato mil milhões de dólares e elevando o total do programa para quase 4,5 mil milhões de dólares.

“A decisão do conselho de administração permite um desembolso imediato de mil milhões de dólares [847 milhões de euros] para Angola e um aumento de cerca de 765 milhões de dólares [648 milhões de euros] até ao fim do programa”, para quase 4,5 mil milhões de dólares (3,83 mil milhões de euros), anunciou então o FMI.

No comunicado de imprensa que acompanha o anúncio, o FMI explica que esta terceira avaliação positiva da ajuda financeira dada ao abrigo da Linha de Financiamento Ampliada (Extended Fund Facility, no original em inglês) permite o desembolso de mais mil milhões de dólares, perfazendo cerca de 2,5 mil milhões de dólares (2,13 mil milhões de euros) já entregues desde a assinatura do acordo, em 07 de dezembro de 2018.

“O choque externo causado pela pandemia de covid-19 é um triplo golpe para a economia de Angola, na forma de uma procura externa mais baixa, preços reduzidos do petróleo e uma crise de saúde, que atingiu Angola quando o país se arrastava numa recessão há quatro anos, que vai perdurar mais um ano”, acrescenta a analista da NKC African Economics, a filial africana da britânica Oxford Economics.

“Angola sucumbia perante o peso de uma dívida pública de ir às lágrimas, que deverá ultrapassar os 120% este ano”, escreveu Irmgard Erasmus, considerando que o apoio do FMI e a reestruturação da dívida no âmbito da Iniciativa para a Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) organizada pelo G20 “vão ajudar a colmatar as necessidades externas de financiamento”.

As autoridades angolanas, concluiu a analista, “estão a cumprir as promessas de melhorar a governação e a sustentabilidade externa e orçamental”, apontando o orçamento suplementar conservador, a política monetária e as melhorias para os consumidores e as empresas como exemplos.

Fonte: Agência Lusa

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