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Messi enterra machado de guerra: pede “união” e diz que “o melhor está por vir” e que “o compromisso com a camisola e símbolo é total”

Esteve à beira de forçar a saída do Barça, mas põe "um ponto final" na polémica. Em entrevista, assume "erros". Diz que só queria um "Barcelona melhor e mais forte" e que só sabe jogar "para ganhar".

Leo Messi depôs o machado de guerra. Ninguém acredita que as desavenças com o presidente do Barcelona, Josep Bartomeu — alvo de grande contestação até dos sócios e adeptos —, terminaram ou que a tensão entre o astro argentino e os dirigentes do clube desapareceu. Afinal, o conflito não foi pequeno: o futebolista chegou a ponderar abandonar em litígio o clube a que chegou há 17 anos e do qual é capitão. No entanto, é tempo de guardar as armas e dedicar atenções aos jogos: a temporada já começou e o astro argentino, que diz só saber jogar para “ganhar”, quer voltar a conquistar títulos.

Foi essa a mensagem principal de uma entrevista dada pelo avançado de 33 anos ao jornal catalão Sport. Depois de ter manifestado o desejo de sair e depois de ter, numa primeira instância, recusado treinar-se no clube catalão — após as férias e após uma época sem qualquer título conquistado, o que não acontecia no Barcelona desde a temporada 2007/2008 —, Messi quis colocar “um ponto final”, como lhe chamou, nas divergências públicas com a direção do Barcelona, que chegou a acusar de má gestão e de incapacidade de reforçar a equipa:

Depois de tantas desavenças, gostava de pôr um ponto final. Devemos unir-nos, todos os barcelonistas, e assumir que o melhor está para vir”, apontou o avançado argentino.

Leo Messi, que apesar do começo de época atribulado já jogou e já marcou no primeiro jogo do Barcelona neste arranque de temporada (goleada por 4-0 a um Villarreal reforçado), falou em nome da equipa que lidera sobre o que está para vir: “Esta equipa dará o seu melhor com o único objetivo de conseguir as alegrias que o futebol dá sempre às pessoas, aos nossos seguidores, que tanto as merecem”. Depois, falou sobre as polémicas em que esteve envolvido e que o opuseram aos dirigentes do clube: “Devemos deixar as diferenças [de lado]. Eu particularmente assumo os meus erros, que se existiram foram apenas para ter um FC Barcelona melhor e mais forte”.

Atirando a novela de verão para trás das costas — “já está, tudo passou” —, Messi convocou todos a cerrarem fileiras pelo sucesso do clube catalão. “Devemos concentrar-nos em fazer o melhor possível e em alcançar tudo o que podemos atingir juntos, equipa e fãs: só somando paixão e esperança será possível atingirmos os objetivos, sempre unidos e remando na mesma direção”.

O futebolista argentino, que chegou a dizer que só não pedia a rescisão unilateral de contrato para não entrar em litígio com o clube que diz amar, garantiu ainda que o “o compromisso com esta camisola e este símbolo é total, continua intacto” e acrescentou que quem o “conhece” sabe que não é capaz “de jogar de outra forma que não seja sempre para ganhar e para dar tudo em campo, foi assim ao longo de toda a minha carreira e isso não vai mudar”.

Garantindo que tudo o que fez foi “sempre a pensar também no que é melhor para o clube”, Leo Messi manifestou-se convicto de que o único caminho para ganhar é a agutinação de sócios, adeptos e jogadores. Mas se o objetivo é chegar ao final da temporada a levantar troféus, não é ainda certo que esta não seja a última época do argentino ao serviço do clube catalão. Isto porque o contrato de Messi com o Barcelona termina no próximo verão, em 2021, e a rutura com a direção — e até, alegadamente, a vontade de experimentar outros campeonatos que se acentuou com o falhanço do clube na última temporada — dá força ao cenário de uma saída a custo zero.

Texto: OBSERVADOR

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