Sonangol realizou ontem primeira descarga de combustível em terminal da Pumangol

A Sonangol, petrolífera, realizou ontem a primeira descarga de combustível no Terminal de Combustíveis da Pumangol de Luanda (TCPL), depois de um acordo assinado entre ambas.

Segundo um comunicado da Sonangol, a que agência Lusa teve e acesso, o contrato, firmado no fim de semana, vai ao encontro dos desejos do sector, na perspectiva de melhor suprir as necessidades de combustíveis.

A nota adiantou que a Sonangol, que vê também assim reforçada a cooperação com a Pumangol, vai utilizar as instalações, propriedade da Puma Energy, quase na totalidade da sua capacidade máxima, de 300.000 metros cúbicos, bem como as outras valências logísticas que a mesma comporta.

No TCPL, representantes das duas empresas acompanharam a primeira operação de descarga de combustível, feita pelo navio “Girassol” da Sonangol, “contribuindo para a eficácia do abastecimento de combustíveis ao país”.

“Entretanto, a Sonangol continua engajada [empenhada] no processo de retoma do seu protejo de construção do Terminal Oceânico da Barra do Dande, empreendimento que irá garantir maior capacidade de armazenamento em terra e substancial contribuição para a criação da reserva de segurança de combustíveis líquidos e gasosos para o país”, salientou o comunicado.

A construção do Terminal Oceânico da Barra do Dande, com uma capacidade prevista de armazenamento em terra de 641.500 metros cúbicos, foi interrompida em 2016, mas no ano passado a Sonangol e os Emirados Árabes Unidos assinaram, em Luanda, um memorando de entendimento para a retoma do projeto, num investimento estimado em 600 milhões de dólares (553,8 milhões de euros) na sua primeira fase.

Para a segunda fase do projeto, cuja expansão só avançará depois de estudos de mercado regional e local, está prevista a duplicação da capacidade de armazenamento, num total de 1,7 milhões de metros cúbicos de produtos derivados de petróleo.

A infraestrutura deve estar operacional no primeiro semestre de 2022, prevendo-se que as obras tenham início dois anos antes.

Texto: Agência Lusa
Compartilhar