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China pondera cortar com Nokia e Ericsson se a União Europeia banir a Huawei

A China está a considerar proibir a exportação a partir deste país às empresas europeias de telecomunicações Nokia e Ericsson. Decisão surge como ameaça a possíveis sanções da UE contra Huawei.

As tensões chinesas com os britânicos estão a subir depois de o Reino Unido ter banido a Huawei e o mesmo pode acontecer com a União Europeia. Como avança o The Wall Street Journal, a China até já está a contemplar retaliações para dificultar os negócios no país da marca finlandesa Nokia e da sueca Ericsson.

Com cada vez mais países a afirmarem que têm reticências quanto ao papel da Huawei em infra-estruturas críticas na criação de infraestruturas 5G do país, os chineses querem mostrar que também têm algo a dizer. Assim, as medidas de retaliação da China podem passar por impedir que a Nokia e a Ericsson possam exportar componentes que fabricam no país, disseram fontes do processo ao mesmo jornal.

De acordo com site de notícias de telecomunicações Telecoms, que cita o jornal chinês Global Times, a China nega esta história: “Essas informações são elaboradas com segundas intenções, são notícias maliciosamente fabricadas que visam prejudicar as boas relações entre a China e a UE”, afirmou um responsável do governo chinês.

Num comunicado, a Nokia afirmou sobre esta possível decisão: “Como uma empresa global que opera em várias regiões, estamos atentos ao ambiente geopolítico e aos riscos e oportunidades que nos cria “. Já a Ericsson, que se tem mantido à parte de polémicas com a Huawei, não comenta, disse ao Observador.

Para já, ainda nada está decidido, contudo o futuro da Huawei na Europa continua incerto. Ainda esta terça-feira, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, reiterou que a empresa chinesa não está banida do país, como avançou a Reuters. Contudo, ressalvou que França vai sempre “proteger os interesses de segurança nacional”.

Além disso, Le Maire condenou o papel que o Estado chinês tem tido em relação aos Uyghurs, uma minoria étnica muçulmana no país que, alegadamente, está a sofrer um genocídio. É “revoltante e inaceitável”, disse.

Texto: OBSERVADOR

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